FADA CAPACITA 152 MULHERES E REFORÇA APOSTA NA INCLUSÃO FEMININA NO AGRONEGÓCIO

O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Agrário (FADA) deu início, esta segunda-feira, 7 de Setembro, em Luanda, à primeira acção de formação do projecto “Mulher na Cadeia de Valor”, uma iniciativa que pretende criar melhores condições para a participação das mulheres no agronegócio, através da organização, capacitação, acesso ao financiamento e integração no mercado.

A formação decorre durante três dias, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), e abrange 152 mulheres, distribuídas por três grupos. Nesta primeira etapa, estão representadas 50 cooperativas lideradas por mulheres.

O projecto tem como meta estruturar, capacitar, financiar e integrar progressivamente 205 cooperativas femininas na cadeia de valor do agronegócio, na província de Luanda.

Ao longo da formação, as participantes aprofundam conhecimentos sobre cooperativismo, liderança, gestão, literacia financeira e oportunidades de negócio, com uma abordagem que procura prepará-las não apenas para aceder ao crédito, mas também para gerir actividades económicas de forma responsável e sustentável.

Na abertura da formação, o Presidente do Conselho de Administração do FADA, António David Dias da Silva, salientou que o financiamento deve representar uma oportunidade de crescimento, mas também um compromisso de responsabilidade.

O PCA recordou que os créditos concedidos pelo FADA são reembolsáveis e que o seu pagamento é fundamental para assegurar a continuidade do financiamento a outras cooperativas, mulheres e famílias.

“O crédito não termina em quem o recebe. Quando uma cooperativa investe bem, cresce e reembolsa o financiamento, permite que os mesmos recursos possam apoiar outras mulheres, outras cooperativas e outras famílias.”

Para o Presidente do Conselho de Administração, esta lógica deve estar no centro da relação entre o FADA e os seus beneficiários: o financiamento público deve gerar actividade económica, rendimento e emprego, mas também preservar os recursos necessários para que novas iniciativas possam ser apoiadas.

“Queremos que cada financiamento produza resultados e crie novas oportunidades. O reembolso é o que permite que o ciclo continue e que mais famílias possam beneficiar.”

António David Dias da Silva destacou ainda que as oportunidades do projecto não se limitam à produção agrícola. As cooperativas poderão actuar em diferentes segmentos da cadeia de valor, incluindo transformação, conservação, transporte, logística, comercialização, fornecimento de insumos e prestação de serviços.

“Luanda tem mercado. Aqui também se produz, transforma, transporta e comercializa. O nosso desafio é ajudar estas mulheres a encontrar o seu espaço na cadeia de valor e a transformar oportunidades em negócios sustentáveis.”

O apoio do FADA deverá, por isso, ir além da concessão de crédito, combinando capacitação, organização das cooperativas, preparação dos negócios, acompanhamento técnico e ligação ao mercado.

Entre os resultados esperados estão o aumento do rendimento das beneficiárias, a criação de emprego, uma maior inclusão financeira, a construção de histórico de crédito e o fortalecimento da participação das mulheres na economia formal.

O acto de abertura contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração do FADA, dos Administradores António de Melo Chanja e Ana Maria Caetano da Silva Simões, bem como de directores, técnicos, formadores e participantes.

Com o projecto “Mulher na Cadeia de Valor”, o FADA pretende afirmar uma lógica de financiamento responsável e sustentável: apoiar quem produz, acompanhar quem cresce e assegurar que o reembolso de hoje possa financiar a oportunidade de amanhã.

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